Wednesday, November 20, 2013

Máscaras ou Opressão?

O Centro Cultural é uma instituição ligada diretamente com a arte de Ceilândia. Tem o objetivo de reunir e mostrar a cultura da cidade.
Ceilândia tem lutado desde os anos 80 para ter um centro cultural que possa abrigar todos os tipos de manifestações artísticas que ocorrem na cidade. Os ceilandenses têm orgulho em afirmar que ali é um centro produtor de rappers e grafiteiros.
A primeira etapa das obras do Centro Cultural e Desportivo de Ceilândia teve início em 1986, mas ficou parada por oito anos devido a problemas apontados pela Justiça com a licitação para a escolha da empresa responsável pela construção. 
Em 1998, artistas e produtores locais criaram o “Movimento Retomada”, conquistando o apoio de lideranças da cidade para incluir o projeto no Orçamento Participativo.  Nesse mesmo ano, foi inaugurada a primeira etapa do projeto, mas com a mudança de governo, a obra do centro mais uma vez foi abandonada. Porém, a então deputada distrital Érika Kokay e o “Movimento Retomada” promoveram uma audiência pública no Centro de Ensino nº7, cuja platéia era formada pelos próprios estudantes e professores da instituição. Ali, ficou decidido depois de um longo debate, que o Centro Cultural deveria ser terminado.
Com isso, após o término da audiência, Érika Kokay afirmou que encaminharia à Administração da Ceilândia, aos parlamentares federais e distritais, além da Secretaria de Cultura, uma cópia da sessão e os devidos encaminhamentos ali propostos. A parlamentar disse ainda que fosse feito um levantamento das emendas a fim de retomar a obra e criaria comissão permanente de discussão com representantes da CLDF, da Câmara Federal, do Movimento Retomada, da Administração de Ceilândia e da Secretaria de Cultura para discutir toda a política cultural para a cidade e acompanhar de perto o que estaria sendo feito.
O projeto do Centro Cultural de Ceilândia inclui quatro edificações, que abrigará pavilhão de cursos, biblioteca, cine-teatro, bar, restaurante, teatro de arena, administração, arquivo da cidade, cobertura do forró e ginásio de esportes. Hoje, apenas o pavilhão de cursos e a biblioteca estão concluídos.
Atualmente, no Centro Cultural acontecem oficinas de teatro, street dance, cinema, karate, aulas de espanhol, inglês e administração. Esses projetos são pagos pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
O centro cultural de Ceilândia está meio escondido nas redes sociais, até mesmo no site do GDF. Se a instituição é um órgão público e o governo arca com as despesas dos projetos e eventos, o mínimo de divulgação haveria de ter, ao menos um cantinho da agenda cultural no site governamental o centro deveria ocupar. Seria intenção do próprio governo apagar a cultura de Ceilândia e deixar só visões de que na cidade só há perigo?

Quer ter uma ideia de como é o espaço? Veja aqui algumas fotos.
Acompanhe aqui a conversa com Francisco Rockelane, coordenador do Centro Cultural de Ceilândia.

Autoras: Irauanny Canttuaria, Lucélia Sousa e Sarah Duarte

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